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Félix Robatto, Mestre Vieira e Saulo Duarte no Porto Musical 2015

 Félix Robatto, Mestre Vieira e Saulo Duarte no Porto Musical 2015

É a lambada da década de 60 e a guitarrada progressiva contemporânea! É a música da região Norte do Brasil no Porto Musical 2015, o mais importante encontro voltado para os profissionais da música no Brasil. Com seminários, rodadas de negócios, mesas-redondas e shows, o evento chega a sua sétima edição na cidade do Recife, em Pernambuco, entre os dias 4 e 7 de fevereiro de 2015. Os próximos nomes anunciados são: Félix Robatto, Mestre Vieira e Saulo Duarte e a Unidade. Nesse ano, os participantes que desejam entrar para as rodadas de negócios, conferências, seminários e workshops, poderão entrar em contato com nomes do mundo inteiro como: Ahmet Ulug (Turquia - Sócio-fundador do Pozitif Live), Amanda Jones (Inglaterra - Fundadora do selo Real World Records), Diana Glusberg (Argentina - Diretora artística do Niceto Club), entre outros. A inscrição na taxa mínima custa R$ 150 até a próxima sexta-feira (12). Após essa data, o late rate custará R$ 180 e segue até o dia 30 de janeiro. Para os interessados em efetuar pessoalmente no dia do evento, o valor será de R$ 220. Para conhecer outros convidados internacionais, acessar o link www.portomusical.com.br/2015/programacao/conferencias .

O guitarrista e percussionista Félix Robatto é um pesquisador da música latino-amazônica que vem se destacando como produtor musical no cenário nacional e internacional. Seu trabalho mostra uma música contemporânea paraense construída a partir elementos da guitarrada, surf music, música latina e pop. Robatto integrou e fez a produção musical do álbum "Treme" (2011), da artista Gaby Amarantos, indicada ao Grammy Latino 2012 na categoria "Melhor Álbum de Música Regional ou de Raízes Brasileiras".

Em 2004, fundou a banda La Pupuña que circulou não só pelo Brasil, mas também pelos Estados Unidos e Europa, apresentando a “guitarrada progressiva”, mistura do estilo paraense a influências como surf music e psicodelia. Félix assinou recentemente também a produção do novo álbum da cantora Lia Sophia, que tem agradado a crítica especializada por todo o país. Ele também é o responsável pela direção musical do primeiro DVD do Mestre Vieira (Mestre Vieira – 50 anos de Guitarrada), o criador e principal compositor de guitarradas.

MESTRE VIEIRA E SEUS 50 ANOS SÓ DE GUITARRA - Foi numa sessão de cinema em Belém, no início dos anos 1960, que Mestre Vieira, com 80 anos atualmente, decidiu trocar o bandolim e o violão definitivamente pela guitarra, depois de ver o instrumento pela primeira vez na tela. Joaquim de Lima Vieira, músico desde os 5 anos de idade, é criador do ritmo das beiradas da região amazônica. A lambada das quebradas começou com ele. A guitarrada também!

A guitarrada é Fonte de inspiração e patrimônio cultural imaterial do Estado do Pará, a guitarrada tem sido referência para compositores e músicos interessados em pesquisar as sonoridades que nascem nas beiradas da região Amazônica. O ritmo contagiante, que influencia e dita tendências desde o final dos anos de 1970, foi criado pelo paraense Joaquim de Lima Vieira, que inicialmente o chamou de Lambada, gíria utilizada por um radialista de sua época.

Em 1978, com ao lançamento do primeiro LP “Lambada das Quebradas”, pela Continental, a banda Vieira e Seu Conjunto, como se chamava à época, fez turnê pelo nordeste, vendendo quase 300 mil cópias, já do segundo LP, lançado em 1982. Uma década depois, já eram 13 discos gravados.

SAULO DUARTE E A UNIDADE VÊM QUENTE PRO PORTO - Quente é um disco que tem seu conceito no Brasil Amazônico em diálogo forte com a América Latina e Central com elementos como a cumbia e o reggae, interligados com a guitarrada, o carimbó e a lambada.

O primeiro disco do grupo, radicado em São Paulo há cinco anos, teve produção de Carlos Eduardo Miranda e contou com a participação de Tulipa Ruiz. No "Quente", segundo trabalho da banda, foram envolvidos 26 músicos no processo de gravação e seus sotaques peculiares que vão de Belém a Nova Iorque, do Ceará ao Equador, de São Paulo a Cuba, do coração da mata ao PORTO!

Quente tem a participação especial do mestre guitarreiro de Belém do Pará Manoel Cordeiro e de muitos músicos contemporâneos, como Curumin, Felipe Cordeiro, Luê, Daniel Groove, além de um naipe de metais dirigido e tocado pelos cubanos Jorge Ceruto e Luiz de la Hoz e o steel drums tocado por David Hubbard da Guiana.